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1.ª Ação de Devolução de Raias ao Mar

Na passado dia 15 de outubro, foi realizada a primeira ação de devolução ao mar de exemplares de espécies de raia capturados pela pesca comercial e mantidas em cativeiro. Esta ação foi realizada no âmbito das experiências de sobrevivência do Projeto PP-Centro (Projecto da Pequena Pesca na Costa Ocidental Portuguesa | MAR-01.03.02-FEAMP-0007 | Mar2020), em colaboração com o centro de mergulho, JustDive – Blue Academy de Peniche. Foram devolvidos ao seu habitat natural um total de sete indivíduos, quatro de raia-pontuada (Raja brachyura) e três de raia-manchada (Raja montagui) com comprimento que variou entre 50 e 53 cm (próximo do tamanho mínimo de desembarque, 52 cm).

Os exemplares, que tinham sido capturados com redes de tresmalho durante a faina normal de embarcações da frota artesanal a operar em Peniche, foram mantidos em cativeiro nas instalações do IPMA em Peniche. Para se avaliar a respetiva taxa de sobrevivência a curto prazo, procedeu-se à monitorização do estado de saúde dos exemplares por um período que variou entre 3 semanas a 7 meses.

O local de libertação junto à ilha da Berlenga, a uma profundidade de 10 a 12 m, e de fundo de areia grossa e rocha, foi selecionado por estar próximo do local onde os animais tinham sido capturados pela frota comercial.

Para avaliação da capacidade de sobrevivência a longo prazo, as raias devolvidas ao mar foram marcadas com spaghetti tags, do projeto DELASMOP da Universidade do Algarve/IPMA (ver poster em anexo para mais informações).

As experiências de avaliação da sobrevivência de espécies visam a obtenção de evidência científica para a posterior avaliação de potencial derrogação à obrigação de desembarque dessas espécies no âmbito da Política Comum de Pescas (Regulamento (UE) n.º 1380/2013).

Os resultados já obtidos, evidenciam uma sobrevivência elevada de raia-pontuada e de raia-manchada à captura por tresmalho, com posterior devolução ao mar.

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Seminário "A Investigação nos Laboratórios

Divulgamos o Seminário "A Investigação nos Laboratórios do Estado e a Construção de uma Sociedade Segura e Mais Resiliente", a decorrer no auditório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), a 25 de outubro.

O evento é promovido no âmbito do Fórum dos Conselhos Científicos dos Laboratórios do Estado e terá transmissão online.

 

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Nuvem de dióxido de enxofre do vulcão Cumb

De acordo com as previsões do modelo do Serviço de Monitorização Atmosférica do programa Copernicus (CAMS), uma intrusão de dióxido de enxofre (SO2) com origem na erupção do vulcão Cumbre Vieja estará a progredir sobre a Península Ibérica.

Esta intrusão estará a ocorrer sobretudo acima dos 3000 m de altitude, não afetando por isso as concentrações deste gás à superfície.

As concentrações máximas de SO2 deverão atingir no máximo 46 µg/kg cerca dos 6000 m de altitude. Prevê-se que este episódio se prolongue até pelo menos sexta-feira dia 15.

O IPMA acompanha de perto a evolução da situação.

Na figura apresenta-se a previsão para a concentração de SO2 na proximidade de Lisboa, entre 11 e 16 de outubro em função da pressão atmosférica. O valor mais elevado de pressão, 1000 milibars (hPa) corresponde aproximadamente à superfície, enquanto que um valor de 500 milibars (hPa) correspondem a cerca de 5500 m.

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Setembro de 2021 | Entre os 4 mais quentes

O mês de setembro de 2021 está entre os 4 mais quentes a nível Global (2020, 2021, 2019 e 2016).

Na Europa
Setembro de 2021 registou um valor médio da temperatura média do ar 0.2 acima do valor normal 1981-2010, no entanto verificaram-se contrastes significativos entre a Europa Ocidental e Oriental (Fig. 1).
Assim na maioria das regiões ocidentais foram registados valores de temperatura muito acima da média, por exemplo o Reino Unido registou seu 2º setembro mais quente de sempre. Por outro lado na parte leste do continente Europeu registaram-se valores de temperatura inferiores à média, por exemplo Helsínquia teve o setembro mais frio desde 1997.

Em relação à precipitação na Europa setembro de 2021 foi mais seco do que a média em grandes partes do sul da Europa e mais húmido do que a média na parte oeste da França, na Península Ibérica e ao longo da costa oriental do Mar Negro.

Em Portugal continental
O mês de setembro de 2021, classificou-se como normal em relação à temperatura do ar e chuvoso em relação à precipitação (Fig. 2).

O valor médio da temperatura média do ar, 20.36 °C, foi +0.14 °C superior ao valor normal 1971-2000.
O valor médio de temperatura máxima do ar, 26.13 °C, foi inferior ao valor normal, com uma anomalia de -0.16 °C, sendo o 4º valor mais baixo desde 2000. O valor médio de temperatura mínima do ar,
14.60 °C, foi 0.44 ° C superior ao valor normal.

Durante o corrente mês a temperatura máxima do ar foi quase sempre próxima ou inferior ao valor normal mensal, exceto nos períodos 2 a 6 e 11 a 12. Em relação à temperatura mínima verificaram-se 2 períodos distintos, a 1ª quinzena com valores quase sempre superiores à normal e a 2ª quinzena com valores em geral inferiores à normal.

O valor médio da quantidade de precipitação em setembro, 66.8 mm, foi superior ao valor normal 1971-2000, correspondendo a 159 % e sendo o 4º valor mais alto desde 2000.

No final do mês de setembro 43 % do território estava em situação de seca meteorológica. Verificou-se uma diminuição significativa da área em seca meteorológica em Portugal continental. Mantém-se a situação de seca apenas nas regiões a sul do Tejo onde se verificou com uma diminuição da sua intensidade, predominando agora as classes de seca fraca e moderada.

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Investigadora do IPMA Fátima Abrantes rece

A investigadora do IPMA, Fátima Abrantes, é a vencedora do prémio Ambassador 2021  da American Geophysical Union’s (AGU).

A AGU é uma organização sem fins lucrativos que congrega investigadores e comunicadores das áreas das geociências e ciências do espaço. O prémio Ambassador é concedido anualmente a um máximo de cinco homenageados em reconhecimento das suas contribuições numa ou mais das seguintes áreas: impacto social, serviço à comunidade das geociências e ciências do espaço, liderança científica e promoção de talentos ou carreiras.

Este prémio é um reconhecimento importante de toda a comunidade científica das áreas das geociências e ciências do espaço da excelência do trabalho desta investigadora na investigação, educação e comunicação da ciência.

Fátima Abrantes é investigadora principal da Divisão de Geologia Marinha do IPMA. É doutorada em Geologia Marinha e dedica-se ao estudo da história dos oceanos no passado geológico. Foi autora de 110 artigos científicos e co-editou o livro “Reconstructing Ocean History: A Window into the Future and The Climate of the Mediterranean Region”.

Sobre o prémio, Fátima Abrantes diz: “Trata-se de uma distinção que chegou como uma surpresa total, nunca esperei! É no entanto muito bom obter um reconhecimento dos pares, a nível internacional, pelo trabalho desenvolvido desde 1990 na formação e desenvolvimento de um grupo de investigação em Paleoceanografia e Paleoclima em Portugal, de todo o esforço para a afirmação do valor do grupo e do país a nível Internacional, passando pela educação de muitos jovens investigadores nacionais e estrangeiros. Apesar das dificuldades que sempre foi preciso enfrentar a nível nacional, este reconhecimento internacional vem confirmar que lutar por um sonho vale a pena!”

Fátima Abrantes junta-se a outros cientistas, líderes, educadores, jornalistas e comunicadores de todo o mundo cujo contributo extraordinário permitiu ampliar as fronteiras da ciência.

A AGU vai celebrar os vencedores deste ano durante a #AGU21 Fall Meeting, a realizar de 13 a 17 de dezembro de 2021 em Nova Orleães, Los Angeles e, online, em todo o mundo.

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6º Encontro GelAvista. Participe!

O 6º Encontro GelAvista realiza-se nos dias 11 e 12 de Outubro pelas 14:30h, em formato híbrido (online e presencial).

No dia 11 de outubro, no CIIMAR de Matosinhos, serão apresentados os resultados mais recentes do programa GelAvista, em que se focará também a região norte de Portugal. A informação apresentada terá como base os avistamentos enviados voluntariamente pelos observadores GelAvista sobre as espécies gelatinosas que ocorrem nas águas de Portugal continental, Açores e Madeira.

Serão ainda apresentados os resultados de um estudo sobre a Caravela-portuguesa, desenvolvido por alunas da Universidade do Algarve e Lisboa em colaboração com o GelAvista, no âmbito do programa Sê investigador por 3 semanas do CEAUL (https://bit.ly/3D7KxVN). Teremos ainda Sonia Gueroun, a trabalhar no projecto GoJelly (https://gojelly.eu/) que falará sobre o ciclo de vida da medusa-do-Tejo, um trabalho que inclui dados GelAvista.

Os convidados deste ano são a Professora Alenka Malej do National Institute of Biology na Eslóvenia que apresentará o seu trabalho sobre a ocorrência de medusas no Mar Adriático e o futuro das suas zonas costeiras, e o fotógrafo de natureza Luís Quinta que revelará algumas das belas imagens de espécies gelatinosas que captou em águas portuguesas. Poderá encontrar mais detalhes sobre cada convidado abaixo.

No dia 12 de Outubro, em formato exclusivamente online, a equipa GelAvista planeou um workshop sobre a identificação dos organismos gelatinosos que ocorrem em Portugal.

Consulte o programa detalhado para mais informações.

Para assegurar que todas as medidas de segurança e higiene social são cumpridas, o Encontro presencial no CIIMAR de Matosinhos será limitado a 50 pessoas. Se pretender assistir presencialmente, envie um email para plancton@ipma.pt para confirmar a sua inscrição.

O encontro será também transmitido online. Para participar neste formato, inscreva-se aqui:

11 de Outubro, 14:30h: https://bit.ly/2Z47ZnZ

12 de Outubro, 14:30h: https://bit.ly/3nCE8gA

Esperamos poder contar com a vossa participação e divulgação! O vosso contributo é muito importante!

 

Um pouco mais sobre os convidados...

Alenka Malej:

A Prof. Dra. Alenka Malej do Instituto Nacional de Biologia da Eslovênia é investigadora na área da oceanografia biológica, plâncton, especialmente ecologia de medusas e gestão de zonas costeiras. Já publicou mais de 100 artigos científicos, editou livros, e faz parte dos corpos editoriais de revistas científicas da especialidade. Em 2000, recebeu o Prémio Nacional de Ciência da Eslovénia pelo seu contributo para a ciência. Tem vasta experiência internacional e foi recentemente nomeada membro do comitê nacional para a Década do Oceano da ONU.

Luís Quinta:

Multipremiado fotógrafo e realizador de história natural, e colaborador regular da National Geographic Magazine. Publicou mais de um milhar de artigos, reportagens e imagens na imprensa nacional e internacional, sendo autor de vários livros e colaborador em muitos outros. Formador na área da fotografia e cinegrafia de natureza em ambiente terrestre e subaquático. Em Novembro de 2004 foi homenageado pelo Governo português pelo seu trabalho na área da fotografia subaquática, e designado um dos "Novos Heróis do Mar". Recebeu também vários prémios de grande destaque em concursos de fotografia de natureza em Portugal e no Mundo, e muitas das suas imagens e filmes têm sido usadas por universidades e museus para várias publicações científicas e suporte pedagógico. É co-autor e autor de diversos filmes de história natural, entre os quais "Arrábida da serra ao mar" (2013), "Almada entre o rio e o mar" (2014), “Mar da Minha Terra - Almada Atlântica” (2020) e “Costa das Cegonhas, Retratos do SW” (2021).

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